Tenho amores de anteontem e nenhuma certeza. Beijei as bocas incertas antes da perfeição da tua e morri quando beijaste outro. Agora tenho só esperas e as derradeiras flores para entregar. Todas feitas das últimas delicadezas. Conheço as labaredas que queimam entre as coxas e as febres que tecem tua rede de sedução. Me afasto como o barco que faz a curva antes do cais, impedido de ancorar. E, amanhã, será apenas, questão de tempo...
Quem parte, explica. Quem volta apenas reconhece a falta e o cheiro da antiga casa. Foi um ano longo. E intenso. Retorno. As palavras são de vocês que vem aqui, eternos cúmplices. A música toca outra vez. Dançemos conforme...